COLEÇÕES

Ontem, sexta feira, dei vazão a minha natureza notívaga, já muito desenvolvida, e fui dormir 3 e 30 da manhã, mas por uma boa causa. Estava pesquisando um tema de história e, não sei como, fui parar em um vídeo em que um cara chamado Alexandre Callari apresenta sua coleção de quadrinhos. Meu amigo, que coleção. São 17 mil volumes cuidadosamente colocados, cada um, em saquinhos plásticos, para conservar. 42 minutos de vídeo, assisti todo. Fiquei impressionado e claro que me identifiquei com aquilo. Quando criança e adolescente os quadrinhos foram uma de minhas paixões, a outra era a música. Mas minhas idas às bancas eram precedidas de grande emoção, aquelas cores, aqueles artistas, aquele cheiro de impressão me deixavam em outra frequência. Em São Paulo conheci a DC Comics, o número 1 do Almanaque Disney, e minha grande preocupação ao vir para Brasília era saber se aqui existiam bancas. Os Disney especial eram grossos, bem encadernados. Heróis Marvel, coleções completas de Homem Aranha, Homem de Ferro, Hulk. Todos eles da Marvel, jamais podia imaginar que décadas depois iriam explodir nas telas dos cinemas. Depois vieram Mad, Kripta, Mestre do Kung Fu e dezenas de outros. Eu vivia em sebos e bancas que trocavam as revistas, duas por uma. E que grande prazer chegar na Banca Fortaleza e encontrar revistas raras. Ficava o dia inteiro lendo. Depois os interesses foram se ampliando, e descobri a Seleções do Readers Digest, e li dezenas e dezenas daquelas revistas. Provavelmente a melhor fonte de cultura geral de muitas gerações. Depois vieram os livros, as obrigações maiores, o trabalho, mas os quadrinhos foram meu suporte, minha fonte de fantasia e abstração durante períodos muito duros, e fizeram tudo mais colorido e pleno. 3 da manhã e o rapaz disse que o importante é ler e curtir. É isto. Continua sendo importante para mim, e busco em outras letras aquilo que Walt Disney e Stan Lee me traziam naqueles inesquecíveis anos 70, ao som de Rod Stewart Johnny Rivers e centenas de outros, trilha sonora de filmes de papel.

Valdir Silva

Softly, I will leave you softly
For my heart would break if you should wake and see me go
So I leave you softly, long before you miss me
Long before your arms can make me stay
For one more hour or one more day
After all those years, I can’t bear the tears to fall
So, softly as I leave you there
So I leave you softly, long before you miss me
Long before your arms can make me stay
For one more hour or one more day
After all those years, I can’t bear the tears to fall
So, softly as I leave you there
As I leave you there
As I leave you there

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