COMBATENTES

A noite estava realmente gelada, mas os corações aquecidos. Muitos anos se passaram, a vida apresentou sua fúria, algumas injustiças, algumas traições absolutamente imprevisíveis. Não posso cair, vai ser difícil levantar. Como nas Maratonas, sempre com “m” maiúsculo. Mas a vida também precisa ser maiúscula, e quem não mereceu ouvir aquelas canções foi quem realmente perdeu. Porque também tivemos muitas tréguas, e aí a família foi formada, e os filhos foram nos orgulhando e nos comovendo, juristas, médicos, também na luta, nos revezando nessa pista de pentatlo. Alguns sustos, a luta pela vida, a esperança, onde buscar a chama, e saímos em patrulha, a fé, a busca, o vento no rosto sobre 2 rodas e sobre tênis de corrida. Capacetes, triciclos, percursos planos talvez, estudos cristãos, sim, eu realmente creio e assim o disse naquela piscina em um domingo gelado mas ensolarado. Darlene, Kenny e Randy na alma e nos ouvidos. E aqueles combatentes se reuniram naquela noite gelada, perfilados, e mesmo sem treino a cadência histórica surgiu, e que grande honra o Batalhão todo em forma nos homenageando em posição de sentido. E marchamos eu e Samartano, Bisol, Romar, Tzech, Rusel, Dionísio,  o grande Sargento Barbosa, e naqueles últimos metros a felicidade foi muito grande, e dei Graças a Deus por ter podido ter chegado até aqui, com ferimentos, algumas sequelas, tentando realmente aproveitar cada dia e com regozijo, como diz o salmista. Nos abraçamos, rimos, voltamos para junto da família. Mas a família que se formou na Cerimonial 1981 vai estar sempre conosco, e algo naqueles dias nos fortalece nestes combates da vida, com algumas derrotas e muitas vitórias. Não, não vou me adaptar à mediocridade, à decadência, à descrença . Somos Granadeiros. Temos Deus. Eternos combatentes da vida.

Valdir Silva

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