“NÃO QUERO MAIS MANÁ”

 

E ouvi falar em Desertos, e soube que naquele deserto havia codornas e também maná.

Mas que o deserto também chega ao fim, e que pode voltar, mas que é vontade de Deus que também saibamos como nos fortalecer.

E como houve desertos.

No púlpito e na congregação, cada um com suas histórias.

E éramos todos humanos, nenhum super-homem, nem uma supermulher. Mas sua palavra era racional, e muitas vezes ficamos impressionados, parecia que estava falando diretamente conosco, eram problemas e dramas vivenciados mesmo na semana, e não eram palavras gerais e abstratas, pareciam palavras feitas sob medida, e sentíamos e sabíamos disto.

E também percebíamos a dimensão humana, como é difícil levar a Palavra de maneira direta, sem maniqueísmos, sem recursos teatrais, com base sólida, no meio de tormentas pessoais, e também com o Espírito encaminhando tudo.

E durante alguns anos, às quartas e domingos, fomos ouvindo, aprendendo, nos comovendo.

Quantas mensagens marcantes, e jamais deixamos de sair melhor do que como entramos. Jamais.

Mesmo as mensagens que às vezes se repetiam vinham com uma nova energia, uma nova roupagem que nos alimentava. Esta é, de fato, a palavra que exprime tudo aquilo. Éramos alimentados em cada uma daquelas explanações, em cada uma daquelas orações.

E o barco balançava cada vez mais forte, as ondas quase nos submergiam, por que?

” Se está assim com Deus, imagine como estaria sem Deus”.

E temos certeza absoluta de que estar ali, ouvindo aquelas palavras, orando e nos apoiando mutuamente, foi o que nos fez chegar até aqui. Apoio expresso e específico em muitos momentos.

E as coisas se encaminhavam, coisas inexplicáveis acontecendo.

Junho de 2017 foi realmente impressionante, cada passo nosso foi encaminhado, um a um, até aquele domingo de manhã, gelado, em que descemos às águas. Um dos momentos mais emocionantes de nossas vidas, e reconhecemos todo o esforço que foi feito para que pudéssemos estar ali.

A fé vem do ouvir.

A admiração, o respeito, a consideração, vem do acompanhar uma trajetória árdua, transparente, que nos toca, trazendo mensagens feitas não para encher o espaço, mas para fazer a diferença na vida de quem as ouve. Você faz diferença em nossas vidas.

Obrigado.

“A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos nós” .

Mais uma quarta-feira, mais um domingo.

Estamos em nossa Casa.

VALDIR SILVA

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