O que dizer de Forever came today, do Jackson Five?
Que é provavelmente uma das melhores músicas do Jackson Five, que é uma das primeiras versões estendidas da música pop, em uma música que é uma inebriante mistura de soul, rock, gospel e disco em uma época em que o mundo sequer imaginava a revolução que estava por vir que os instrumentistas estão no auge, que Michael desenvolve a partir desta canção o melhor daquele disco “Moving Violation” uma emoção que transcendia o trabalho até então desenvolvido com seus irmãos,como se descobrisse uma nova vertente em sua vida de pop star? que Giorgio Moroder com certeza gostaria de ter feito parte daquele trabalho transcendenta?
A resposta é sim para todas estas conjecturas, mas para mim, que cheguei em casa com aquele disco debaixo do braço no final de 1978 e o pus para rodar imediatamente e fiquei simplesmente atônito com que ouvia naquele infalível som 3 em 1 da Panasonic, aquele era um disco que eu presentia que me abriria muitas portas naquela grande aventura musical que se iniciava. Na sequência vieram “Going Places”,que merece um comentário a parte, e muitos outros.
Michael começou sua escalada definitiva e dramática, menino prodígio e catalisador de multidões e de emoções.
Dia destes procurei aquele disco em minha coleção de vinis remanescentes daquela época áurea. Não encontrei. Mas seu lugar está reservado na minha estante.
Ouço Forever Came Yoday toda semana em meu fone, quando corro, extraída de uma coletânea em CD.
O som não é tão recheado das camadas que só o vinil passa, mas a vibração, a alma e uma certa melancolia ainda ainda estão lá. VALDIR SILVA