CANTATA

CANTATA – Há momentos e dias e semanas realmente mágicos em nossas vidas. 1991 foi um ano mágico, quando aguardava a chegada da Jéssica, primeira filha, como seria, como seria seu rosto, seu corpinho, como seria a vida afinal a partir dali. A vida foi e tem sido muito melhor, a paternidade enfim vivenciada, como somente um canceriano pode conceber. Mas hoje falarei de 1998. A Cordilheira dos Andes vista desta janela me remete aquele ano inesquecível, em que pude constatar que milagres realmente acontecem. Sarah, nós te amamos, o médico escreveu naquela ecografia, e guardo aquela imagem na memória, e ela se repete em toda foto que a Sarinha tira, sempre sorrindo, sempre feliz, mas já sabendo aos 19 anos, completados ontem, que a felicidade se constrói todo dia, é ter a capacidade de ver o copo meio cheio que vai nos dar o equilíbrio. Está buscando seus sonhos, encarando os desafios, e sua equipe está aqui, eu, Keka e sua mãe, como estávamos naquele ano de muitos cuidados, em que Deus nos acompanhou em cada momento, e me emocionei muito quando sua irmã foi a oradora da turminha de formatura do Popeye, e já agradecia por tudo e pelo que viria já na semana seguinte, nossa tão esperada Sarinha. Ouvi muita música naquele ano, e era uma trilha sonora que deixava tudo etéreo, como se fosse um filme com um esperado final feliz. Celine Dion e Fleetwood Mac lançaram novos trabalhos, e os ouvi dezenas de vezes, e ao ouvir aquelas canções sou imediatamente transportado para aqueles meses. E vejo mais uma vez aquela cantata, com o coral da UNB, que saia pela quadra todo ano, e aquele Natal de 1998 foi realmente o melhor de nossas vidas, dentro de casa, com os fogos de artifício na Esplanada comemorando a chegada da Sarah. Como ontem, como sempre será. Parabéns filha!

VALDIR SILVA

Deixe um comentário