MAS NÃO SE RENDE

E aqui estou de volta, são aproximadamente dois meses sem vir aqui, mas aconteceu muita coisa, e as anotações de novos textos continuaram sendo feitas.

Estava absorvendo algumas impressões, tentando ter uma visão mais clara do que vivia. Tentando dosar as energias, como naquelas noites de patrulha. Como nas maratonas.

Em alguns momentos parecia um navio em alto mar, em madrugadas de tempestade. Mas as peças vão se encaixando e percebo que todas aquelas experiências duras que tivemos, nas diferentes fases, serviram psra formar colunas de caráter que nos mantém de pé.

Eu e vocês, caros leitores.

Incompreensões, traições, espertezas várias que tentam nos desestabilizar, amigos que se vão de repente, pessoas queridas em UTIs, caso de minha mãe, sobrevivente de dois AVCs.

Como suportar tudo isso?

Minha fórmula, muito pessoal, já apontei em alguns textos aqui, e não vou me repetir.Não, não desisti de ter conversas olho no olho com pessoas que fazem a diferença. A velha arte da conversa, tão abandonada e tão essencial, Adianto que não considero conversa a triste experiência de estar falando com alguém que fica de cabeça baixa, teclando. Ainda consigo conversar, mesmo, com algumas pessoas, e isso ajuda muito em tempos difíceis.

Minhas filhas, momentos insubstituíveis.

Mas em outros momentos me transporto em uma viagem interior, em meus livros, em minhas orações, também naquele túnel de que fala Haruki Murakami.

Organizo minha biblioteca, tento arranjsr espaço na nova casa para meus milhares de CDs.

Não tenho a ilusão de que a rotina standard vai ajudar muito para me manter de pé. Mesmo que o trabalho absorva muito, e que goste dele, mesmo com as demandas e atividades familiares.
Não me entenda mal. A rotina é muito importante em nosso equilíbrio psicológico. Mas é importante fugir da mediocridade, do lugsr comum. Esses, lamento dizer, não vão aquecer seu coração, nem fazer seus olhos brilharem.

É preciso ir além, confiar naquilo que você entende que é confiável, acreditar e lutar por dias melhores, em todos os aspectos que marcam nossa jornada. Junho. Meio da tormenta. Rever antigos irmãos guerreiros. A frase não está mais escrita na fachada da Pesada. Mas está gravada em nossa retina e em nossa alma.
Não, não vamos nos render, volto a dizer.
Passados 40 anos encontro aquele LP, daquela coleção inesquecível que está aqui intacta, e que merecerá uma série de crônicas. Back Together Again está tocando de novo.

Todos nós estamos de volta. Atentos e esperançosos. VALDIR SILVA

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