FELIZES ANOS NOVOS (SOBRE MILAGRES)
Neste final de 2024 recebi vários cartões de boas festas, cartões virtuais, bem entendido. Alguns “encaminhada ” e outros sem uma frase específica para mim, o que me faz não responder, porque não sei se foram enviados para mim mesmo ou colocados em uma lista automática do whatsapp.
Mas o fato é que estou escrevendo duas crônicas sobre essas festas de fim de ano, com uma ou duas colocações filosóficas e religiosas sobre essa movimentação toda. Momentos difíceis para muitos, que passaram por dramas pessoais, perdas, doenças e outras coisas ruins nesse ano.
Um caleidoscópio de emoções, se me permitem essa figura de linguagem difícil de imaginar. Porque as emoções têm cor, sabor, textura, cheiro verificáveis, e é dessa substância que somos formados, seja pela ótica do espírito, da mente, das ciências físicas e biológicas.
Um cardápio imenso de elocubrações.
Mas esse período do ano não é nada fácil, apesar dos panetones, vinhos caros, viagens a locais paradisíacos ou familiares e fogos de artifício. Algumas das cenas mais tocantes que o cinema fornece têm esse queimar de fogos, de Woody Allen a Fellini. Mas geram uma saudade indefinida, um certo receio do que há por vir nesse tempo vindouro. Qual o sentido disso tudo?
Mas o sentido da vida, nas palavras de Contardo Caligaris, é a vida em si, é o dia a dia com seus inúmeros milagres acontecendo, o maior deles nossa própria vida.
Sim, chegamos ao último dia de 2024, com nossos dilemas, vitórias, perdas, alegrias, decepções.
E amanhã recomeça, tudo de novo.
Mas fiquemos atentos ao céu, aos drones misteriosos, aos fins de tarde, após ganharmos nosso pão sagrado.
Olhem em volta.
É o eterno milagre.
Como registra Nena nessa canção.
Feliz 2025!
VALDIR SILVA